Humanidade: meta para os humanos!

Ricardo Gondim Rodrigues é pastor da Igreja Assembléia de Deus Betesda, em São Paulo.


Ricardo Gondim Rodrigues é pastor da Igreja Assembléia de Deus Betesda, em São Paulo. Formado pelo Gênesis Training Center, Califórnia, EUA, é autor de vários livros em diversas áreas da vida cristã. Ele é casado com Silvia Geruza Rodrigues e tem três filhos: Carolina, Cynthia e Pedro.

Humanidade: meta para os humanos!


 Entre os humanos não existem monstros nem santos. Todos, absolutamente todos, convivem com suas luzes e sombras. Nenhum herói abraçou totalmente o bem e nenhum vilão encarnou todo mal.

Viver consiste no desafio de alargar furos no coração, para que réstias de luz iluminem a alma. Quem quer viver precisa se tornar caçador dos demônios que se multiplicam nas trevas do espírito. Toda pessoa deve se candidatar a lanterneiro na ilha deserta chamada vida. Só se credencia a morar no céu, quem, na terra, se contenta com seu mandato humano.

Para aprender a talhar sua humanidade, homens e mulheres precisam sobreviver à crua perversidade que afoga o mundo. Os cínicos desistem da lida; os pessimistas ajudam a empurrar a história para o abismo do desespero; e os novos fundamentalistas tentam fazer nascer, a fórcipes, um mundo a partir de sua verdade exclusiva. Para se tornar humano, todos necessitam reconhecer sua limitação, pois só existe verdade na contribuição da comunidade dos povos.

Cada indivíduo é um universo e suas relações sociais, infinitas. Tanto o bem como o mal se transformam velozmente. A tarefa de joeirar virtude e vício é complexa. Não há códigos suficientes para abarcar todas as nuanças da vida. Só cresce em humanidade, quem se abre para a tolerância inclusiva. Viver é amadurecer na arte do diálogo. Só caminha na senda do amor, quem reconhece a imagem de Deus no próximo.

Os que almejam humanidade, farão escolhas responsáveis; eles distinguem que o futuro nasce daquilo que se planta no presente. Só germinará fraternidade ou qualquer possibilidade de paz, se semear justiça. As máquinas de guerra precisam ser desmontadas para que um dia o arado substitua a espada e o cordeiro se disponha a pastar com o leão.

Quem busca humanidade, luta para que a indústria da morte vá a falência. Eles desacreditam no progresso que nasce da ganância, consumismo, individualismo e soberba. Crescer em humanidade, significa admitir que a soberba se esfarinha pelos seus próprios atos. Os humanos não desdenham do tempo que arrasta todos ao pó. Só há solidez no que não se vê.

Aceitemos nossa pequenez. Vivamos intensamente nossos relacionamentos. Acolhamos o próximo com suas imperfeições, dores e esperanças. Contemplemos nossa história como um desafio de aprimoramento. Defendamos o direito. Demos a mão ao pobre. Aguardemos!

Breve, brilhará o sol da justiça, trazendo cura sob suas asas.

Soli Deo Gloria.

extraido: Ricardo Gondim



 



Ricardo Gondim


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AS BAGAGENS DESNECESSÁRIAS DA VIDA
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